Resiliência: como criar filhos que se levantam depois de cair
Resiliência não é ausência de dificuldade — é a capacidade de se recuperar dela. E ela se constrói, tijolo por tijolo, na infância.
Resiliência é uma das palavras mais usadas — e mais mal compreendidas — quando falamos de desenvolvimento infantil. Não se trata de criar crianças que não sofrem, que não têm medo, que não choram. Trata-se de criar crianças que, quando sofrem, quando têm medo, quando choram, conseguem se recuperar.
A pesquisadora Ann Masten, da Universidade de Minnesota, estudou crianças que cresceram em condições adversas e se desenvolveram bem. Sua conclusão: o fator mais consistente na resiliência não era nenhuma característica inata da criança — era a presença de pelo menos um adulto que acreditava nela.
Resiliência se constrói através da experiência de superar dificuldades com suporte. Não protegendo a criança de toda frustração — mas estando presente quando ela enfrenta a frustração, ajudando-a a processar, a tentar de novo, a encontrar recursos internos.
Histórias de personagens que enfrentam desafios e os superam são ferramentas poderosas para construir resiliência. Elas mostram à criança que dificuldades fazem parte da vida, que é possível superá-las, e que pedir ajuda é sinal de força, não de fraqueza.
Quando seu filho falha — e ele vai falhar — resista ao impulso de resolver o problema por ele. Esteja presente. Valide a frustração. Pergunte: 'O que você poderia tentar diferente?' Essa pergunta simples está ensinando uma das habilidades mais valiosas da vida: a capacidade de aprender com os erros.